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Tratamento de Funcionários em Condomínios: limites, respeito e o papel da gestão profissional

  • Foto do escritor: Israel Ebertz Malinoski
    Israel Ebertz Malinoski
  • 13 de jan.
  • 2 min de leitura



A convivência em condomínios exige equilíbrio, respeito às normas e clareza sobre papéis e responsabilidades. Um dos temas que mais geram conflitos no dia a dia condominial é o tratamento dispensado aos funcionários, especialmente nas áreas de zeladoria e portaria.

É comum que moradores, muitas vezes por desconhecimento ou excesso de informalidade, acreditem que podem dar ordens diretas a qualquer momento, ignorando normas internas, hierarquia funcional e até direitos trabalhistas básicos. Esse tipo de conduta, além de inadequado, expõe o condomínio a riscos operacionais e jurídicos.




Funcionário não é empregado do morador


Funcionários do condomínio não são subordinados aos moradores individualmente, mas sim à administração condominial, representada pelo síndico ou pela gestão profissional. Zeladores, porteiros e demais colaboradores devem seguir a convenção, o regulamento interno e as normas operacionais estabelecidas.


Zeladoria e portaria: funções bem definidas evitam conflitos

Cada função dentro do condomínio possui atribuições específicas. O porteiro não deve ser tratado como um profissional multifuncional, assim como o zelador não pode ser constantemente deslocado de suas atividades para atender demandas individuais de moradores. Quando isso ocorre, a rotina operacional é comprometida e surgem conflitos desnecessários.


Pedidos fora do escopo funcional podem caracterizar desvio de função, além de gerar desgaste emocional nos colaboradores e riscos trabalhistas para o condomínio. Cabe à gestão condominial estabelecer limites claros e orientar os moradores sobre a forma correta de solicitar serviços.



A jornada 12x36 e seus limites legais


Nos condomínios, especialmente nas áreas de portaria e vigilância, é comum a adoção da jornada 12x36, prevista na legislação trabalhista. Esse modelo estabelece doze horas contínuas de trabalho seguidas por trinta e seis horas de descanso, buscando equilíbrio entre operação contínua e recuperação do trabalhador.

Mesmo dentro da jornada 12x36, o funcionário mantém direitos assegurados, como intervalos para refeição e descanso. Interrupções indevidas, imposição de tarefas fora do escopo ou exigências durante períodos de pausa podem gerar passivos trabalhistas e responsabilizar o condomínio.




Conclusão


A forma como funcionários são tratados reflete diretamente a qualidade da gestão condominial. Respeitar limites, funções e direitos trabalhistas não é apenas uma questão de bom senso, mas de responsabilidade administrativa. Condomínios que adotam uma gestão profissional tendem a apresentar menos conflitos, maior eficiência operacional e melhor convivência entre todos.




Israel Ebertz Malinoski

Síndico profissional, especialista em Gestão Condominial, com MBA na área e ampla experiência prática na administração de condomínios.

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